Desde a descoberta dos anéis de Saturno em 1610 por Galileu Galilei até hoje, não se sabe exatamente a origem das "bijuterias" deste planeta gasoso. Pronto, fim do artigo...
É claro que não... Há algumas teorias que tentam esclarecer esta dúvida, a principal diz que os anéis seriam restos de uma lua de Saturno, destruída após a colisão com outro corpo celeste, ou pedaços de um cometa que se aproximou do planeta e fragmentou-se antes de atingi-lo.
Há milhões de anos, um imenso corpo celeste de cerca de 200 quilômetros de diâmetro se fragmentou nos arredores de Saturno. Acredita-se que tenha sido uma lua do próprio planeta destruída após chocar-se com outro astro qualquer ou um cometa que se despedaçou ao aproximar-se de Saturno.
Em torno dos planetas, há uma "fronteira" conhecida como limite de Roche, que é a distância máxima que um astro pode se aproximar de um planeta e manter-se intacto. Quando um corpo ultrapassa essa fronteira, ele se desintegra. Nossa Lua, por exemplo, só não racha por estar fora do limite de Roche da Terra.
A fragmentação se dá por causa de um efeito secundário da força da gravidade, um fenômeno conhecido como força de maré - embora não seja forte o suficiente para atrair o corpo até a superfície, ela é capaz de estilhaçar cometas, asteroides e até estruturas maiores, como satélites.
Conforme um satélite de grande porte se aproximou de Saturno, como a lua Titã, as forças gravitacionais do planeta poderiam ter “descascado” alguns pedaços de gelo antes da colisão. Isso resultou na formação de um anel maciço de gelo. O núcleo rochoso da lua simplesmente “caiu” sobre a superfície de Saturno.
Ao longo de milhares de anos, os fragmentos maiores teriam adquirido velocidades diferentes e continuado a se chocar entre si, gerando uma grande fragmentação que acabou ocupando todo espaço disponível ao redor.

mais próximo (D, a 68 mil quilômetros do planeta) ao mais distante (E, a 180 mil quilômetros). Eles foram nomeados alfabeticamente pela ordem em que foram descobertos (A foi o primeiro) e subdividem-se em milhares de outros anéis mais finos.
A relativa estabilidade da órbita dos anéis se dá graças aos satélites de Saturno dos quais eles estão próximos e cuja força gravitacional ajuda a manter os anéis unidos. O planeta possui nada menos que 60 luas conhecidas.
Os anéis são separados por espaços. É o caso da Divisão de Cassini, que é a maior abertura que separa o anel B do anel A. Recentemente foi descoberta uma série de outros anéis mais finos. O Anel de D é provavelmente o mais fino de todos e o mais próximo do planeta. O Anel F é o anel que circunda o anel A.
Com o tempo, e em virtude das sucessivas colisões e da diferença de velocidade entre as partículas, os anéis foram se moldando até chegar a uma inclinação próxima do zero, permanecendo em órbita na região do Equador de Saturno.
Os anéis principais estão mudando constantemente, compostos de pedaços de gelo com o tamanho de casas, que se movem rápido, colidem gentilmente, quebram-se e se reformam aproximadamente a cada hora.
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